Páginas

1 de jun. de 2010

PENSAMENTO

"O tempo não cura tudo.
Aliás, o tempo não cura nada,
o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções."

(Martha Medeiros)

25 de abr. de 2010

STEREO LOVE



Stereo Love (feat. Vika Jigulina)
Edward Maya
 
When you're gonna stop breaking my heart

I don't wanna be another one
Paying for the things I never done
Don't let go
Don't let go
To my love

Can I get to your soul
Can you get to my thoughts
Can you promise we won?t let go
All the things that I need
All the things that you need
You can make it feel so real.

Cuz' you can't deny
You've blown my mind
When I touch your body
I feel I'm loosing control
Cuz' you can't deny
You've blown my mind
When I see you baby
I just don't wanna let go

I hate to see you cry
Your smile is a beautiful lie
I hate to see you cry
My love is dying inside

I can fix all those lies
But baby, baby I run, but I'm running to you
You won't see me cry, I'm hiding inside
My heart is in pain but I'm smiling for you

Can I get to your soul
Can you get to my thoughts
Can you promise we won't let go
All the things that I need
All the things that you need
You can make it feel so real

Cuz' you can't deny
You've blown my mind
When I touch your body
I feel I'm losing control
Cuz' you can't deny
You've blown my mind
When I see you baby
I just don't wanna let go

When you're gonna stop breaking my heart
I don't wanna be another one
Paying for the things I never done
Don't let go
Don't let go
To my love

I hate to see you cry
Your smile is a beautiful lie
I hate to see you cry
My love is dying inside (2x)

I can fix all those lies
But baby, baby I run, but I'm running to you
You won't see me cry, I'm hiding inside
My heart is in pain but I'm smiling for you

Oh baby I'll try to make the things right
I need you more than air when I'm not with you
Please don't ask me why, just kiss me this time
My only dream is about you and I

1 de abr. de 2010

6 de mar. de 2010

MEDITAÇÃO CONTEMPLATIVA

O budismo ajudou-me muito a me tornar uma pessoa mais feliz, mais calma, mais tranquila, mais equilibrada.
E dentre muitas práticas, no budismo fazemos a meditação contemplativa que é a meditação com objetivo e focada em algo sobre o que queiramos meditar. A meditação contemplativa é o caminho de aprendizagem para nossa mente. Por esta via, nossa mente abre-se e assim alcançamos os resultados transformadores que desejamos.

Uma amiga minha comentou que a incomoda sua mente que pensa e pensa e pensa e não para de pensar. E sei bem o que é isso...eu chegava a ficar exausta de tanto pensar. Com a meditação me dei conta de que nossa mente, quando desgovernada, é como um cavalo selvagem que nos domina e nos leva para onde ela determine...sabe-se lá para onde. Lembro-me que muitas vezes, antes da meditação contemplativa, eu pensava sobre alguma coisa que tinha visto e quando via já tinha se passado sei lá quanto tempo e meu pensamento já havia vagado por inúmeras histórias, lugares e personagens reais e fictícios...era um horror. Algumas vezes perdi a parada da descida do ônibus, outras dirigia uns quatro quarteirões sem me dar conta nem de sinal, nem de cruzamentos, nem de nada... assustador!

Bom, voltando para a história de minha amiga, hoje ela comentou de novo sobre esse pensar e pensar e penssar em nada e em tudo por nada. Então resolvi tentar ajudá-la ensinando a meditação contemplativa. Só que tive que adaptar, porque no Budismo a usamos dentro de toda uma construção de pensamento filosófico de vida numa visão Budista, e como não acredito que impor a minha verdade para os outros seja "a verdade", tentei adaptar para quem não é Budista. No caso dela, católica. Então, pensei que seria interessante compartilhar com outras pessoas que busquem soluções para suas mentes incontroladas.

Aqui está:

Quanto a você pensar, pensar, pensar e nada producente e transformador em sua vida...pode lhe ajudar a meditação contemplativa. É ótima para pessoas que pensam demais.
A meditação contemplativa consiste basicamente em meditar sobre um determinado assunto. Não é deixar a mente em "branco" ou num "vazio". Vamos lá:

- já que você é católica, procure escolher um bom livro, ou boas mensagens, daquelas que dizem respeito a sermos seres humanos melhores. Mas nada que traga assuntos relacionados a pecado, castigo...coisas negativas não. Tipo: como desenvolver o amor fraterno; como desenvolver a solidariedade; como diminuir o auto-apego e o auto-apreço; como ajudar os outros a serem mais felizes...etc de preferência lições que nos voltem para as outras pessoas e não para nós mesmos nem para fazer nosso ego maior do que já é.
- escolhido o livro ou textos, escolha um dia da semana para fazer a meditação contemplativa.
- no dia escolhido, sente-se em um lugar confortável, tranquilo, silencioso em que possa ficar sentada, com a coluna ereta e que ninguém a  perturbe. Pode sentar-se numa cadeira ou no chão e, se quiser, com as pernas na posição de lótus. As mãos ficam sobre o colo voltadas para cima, a esquerda embaixo como na figura ao lado de Buda. O corpo deve ficar numa posição em que consiga ficar relaxado. Os olhos podem ser fechados sem força, desde que não apertados, ou meio que um pouquinho entreabertos.
Primeira parte: relaxamento (não precisa de música)

Primeiro faça um pequeno e fácil exercício de relaxamento por uns cinco minuto no início e aumente o tempo à medida em que for ficando mais fácil: relaxe todo o corpo, prestando atenção em cada parte e sentindo o relaxamento: primeiro a cabeça, o rosto, o pescoço, a nuca, depois os ombros (geralmente são os mais tensos junto com a nuca), as costas, o peito, os braços, as mãos, os dedos, a barriga, a pelvis, o bum bum, as coxas, as pernas, e enfim, os pés. Perceba seu corpo todo relaxado. Em seguida, preste atenção na sua respiração. Respire lentamente e focando sua atenção na respiração. Primeiro inspirando, devagar e profundo, prende um pouquinho a respiração e solta o ar devagar expirando, prende um pouquinho e repetindo várias vezes. Sempre prestando atenção somente na respiração...quando sua mente começar a vagar além da respiração é importante sempre trazer a mente de volta e somente à respiração para que sua mente vá aprendendo a ser comandada por você e não continuar como um cavalo selvagem que lhe domina. O tempo para esse relaxamento você é quem determina, conforme sinta-se bem. Se começar a cansar, é porque está na hora de parar.

Segunda parte: preparação

De olhos fechados, faça suas orações, escolha as que você acha mais bonitas, as que têm um sentido mais de ligação com o divino e com as criações divinas, e ore com fé, pensando e sentindo cada palavra. A oração não deve nem ser curta demais nem longa, mas o tempo suficiente para que se conecte com o divino e não se canse.
Obs: a ligação com o divino é importante por abrir nossos canais de transcedência que o mundo da lógica e da racionalidade do dia-a-dia exclui.

Terceira parte: iniciação à meditação

- em seguida, faça a leitura do texto que escolheu. Lembrando que a escolha deve ser de textos curtos de uma, duas, no máximo três páginas de livro por meditação. Leia, viajando pelo texto. Faça pausas nos parágrafos, medite sobre o pedaço que leu. Se o pensamento fugir para outros assuntos, volte a atenção para o texto. E de novo e quantas vezes forem necessárias. No começo isso acontece muito, mas com o tempo nossa mente vai aprendendo a ficar mais focada.

Quarta parte: a meditação contemplativa

- Quando terminar de ler o texto, deixe o material de lado, feche os olhos e ainda sentada com a coluna ereta medite sobre o que leu: qual foi o ensinamento? como aplicar na sua vida? o que você precisa melhorar em si mesma para conseguir aplicar o ensinamento em sua vida? Imagine você já exercitando o ensinamento no seu dia-a-dia, nas situações de sua vida.

Quinta parte: agradecimentos

- Ao sentir que seu tempo de meditação foi satisfatório encerre com uma prece de agradecimento a Deus por sua vida, pelos ensinamentos, a todos os seres vivos, porque de alguma forma ou de outra todos os seres vivos contribuiram e contribuem para que você esteja aqui e desenvolvendo sua caminhada, e pedindo-Lhe que esteja sempre lhe orientando e dando-lhe as ferramentas ncessárias para ser uma pessoa cada vez melhor e poder aplicar no seu dia-a-dia o que vem aprendendo.

Observações:

1) O tempo da meditação vc é quem determina para que não se canse. É importante não se cansar, senão seu inconsciente irá ter mais um motivo para boicotar a meditação no início. Então, comece com pouco tempo e vá aumentando na medida em que isso for lhe dando prazer, satisfação e bem estar.

Durante toda a semana após a meditação, sempre que puder, procure lembrar-se do assunto, o que foi o ensinamento e buscando no seu dia-a-dia oportunidades de poder aplicá-lo. Sinta-se de bem com a vida,  com tudo que existe e perceba que a vida é um presente divino e que à sua volta há uma riqueza de vida imensa. São boas oportunidades de reforço da aprendizagem meditar novamente, relembrando o que aprendeu com a meditação enquanto caminha, lava a louça, toma banho, no ônibus, etc

Lembre-se: tudo na vida exige esforço e nada acontece da noite para o dia. Aprendizagem demanda foco no objetivo, tempo, esforço, paciência e aos poucos vai-se desenvolvendo sabedoria.

Parece muita coisa à primeira vista, mas na prática, o tempo de meditação será definido por você mesma e dependerá unicamente de seu esforço.

Com o tempo você verá que sua mente se acalma mais e segue seus comandos, com objetividade, trabalhando a seu favor e não como uma coisa sem controle que lhe domine. No começo nossa mente fica querendo boicotar nossa intenção mas com o tempo ela se acalma porque percebe os benefícios. O Budismo nos ensina que o caminho somente pode ser caminhado com esforço, concentração, disciplina moral (conduta reta sem moralismos falsos), paciência e sabedoria, que vamos desenvolvendo mais e mais à medida que avançamos.

Boa meditação!

20 de fev. de 2010

TELHA DE VIDRO



Olha que pesquisei e pesquisei e pesquisei e nada encontrei sobre a data, pelo menos o ano, em que Rachel de Queiroz escreveu este poema. Acho-o fascinante! De uma simplicidade, beleza e profundidade que somente uma pessoa com tão rico dom do escrever liricamente sobre o cotidiano das pessoas simples poderia produzi-lo. Aqui está...compartilho com vocês:





TELHA DE VIDRO
Rachel de Queiroz

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha.
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô..

Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora, o quarto escuro onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz do dia...

A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
-Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta, fria, sem um luar, sem um clarão...
Por que você não experimenta?
A moça foi bem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

Um grande amor

Mais uma música que me toca...

17 de fev. de 2010

ROLANDO TORO PARTIU ONTEM

Rolando Toro Arañeda, criador da Biodança e das bases da Educação Biocêntrica, não resistiu ao tratamento quimioterápico e faleceu ontem, 16/02 no Chile. Ainda sem confirmação, provavelmente o sepultamento será no Chile, na próxima sexta-feira, após a chegada dos filhos.

A história da Biodança está intrinsecamente vinculada à história de Rolando Toro. Quando eu ainda estava estudando na Escola de Biodança fiz um apanhado dos muitos dados, informações e relatos cujas partes encontravam-se em diferentes fontes. O resultado compartilho novamente aqui com vocês, como minha homenagem a este importante legado, criado e desenvolvido por Rolando Toro ao longo de anos de estudos e experimentações para um ser humano mais humano, mais integrado à vida, mais leve, mais feliz, resultando na criação da Biodança, a qual contou com a importante contribuição de alguns estudiosos, notadamente Cézar Wagner no Brasil. Outra importante contribuição de Rolando Toro foi a criação e desenvolvimento da conceituação do princípio Biocêntrico, paradigma essencial da Biodança, que originou o desenvolvimento da Educação Biocêntrica voltada para a pedagogia do encontro, da vida saudável, integrada e feliz, cujo desenvolvimento teórico ainda encontra-se em processo e tem recebido importantes contribuições, principalmente da Psico-pedadoga Ruth Cavalcante, também no Brasil.

UM OLHAR SOBRE ROLANDO TORO E COMO ELE DESENVOLVEU SUAS CRIAÇÕES

HISTÓRIA DA BIODANÇA
Por Irene Nousiainen
Publicado neste blog em 08/05/2007, sincronicamente no Dia da Mulher.

A Biodança, abordagem de facilitação do desenvolvimento humano, foi criada por Rolando Toro a partir de um movimento profundo em favor da vida.
O seu modelo teórico e metodológico vem sendo construído nos últimos quarenta anos, tendo seu marco inicial em 1965, quando se deu o início de sua sistematização por Rolando Toro.

A seguir apresento alguns dos inúmeros momentos importantes que vão tecendo a história da biodança e extraídos de diversas fontes que estão citadas na coluna ao lado deste blog.

01.01. Nascimento, sistematização e difusão da Biodança - uma história de muitas histórias.

Rolando Toro Arañeda, nasceu em 1924, em Concepción no Chile. Foi psicólogo, antropólogo, poeta e pintor, dentre outras muitas qualidades.

Tanto no Chile como em Buenos Aires, para onde mudou-se aos 47 anos, o trabalho de Rolando Toro esteve voltado para as artes: pintura, poesia, fotografia, dança e teatro. Sua crença na possibilidade de um paraíso compartilhado o levou a buscar a fonte do "amor original", do amor ao próximo, com a essencial compreensão de um amor que inclui a dimensão corporal ativa - a carícia.

Buscou, portanto, desenvolver suas idéias sobre a "possibilidade do contato puro com a realidade viva, por meio do movimento, do gesto e da expressão dos sentimentos", utilizando a música, enquanto linguagem universal, a dança - integrando corpo, alma e a expressão do ser, plena de sentido, de felicidade, ternura e força. Como diz o próprio Rolando: "a biodanza é um modo de convivência com a beleza...em que o contato é essencial". (Toro, 2002: 9).

Ele sempre foi um autodidata e estudioso do desenvolvimento humano e de sua expressão, característica que mantém ainda hoje, com todos os seus 82 anos. Buscou sempre vivenciar profundamente o trabalho científico, acadêmico, artístico, bem como as experiências místicas não-religiosas, essenciais para a formação de todo o seu pensamento.
 
Suas experiências com músicas e danças em hospitais psiquiátricos, em meados da década de 60, objetivavam a experimentação de diversas técnicas de desenvolvimento humano para uma "humanização da medicina". Essas técnicas envolviam psicoterapias de grupo, arte-terapia, psicodrama, etc.

Nessas experimentações Rolando Toro observou que alguns pacientes, no início do trabalho, entravam em transe, surgindo modelos universais de expressão relacionados às diversas emoções. Essas observações o levaram à conclusão de que, se a música é capaz de promover este estado, então ela exerce influência no psiquismo e, portanto, ela seria capaz de promover bons resultados.

Foi assim, então, que Rolando Toro pôde estruturar seu trabalho, de modo a relacionar música, movimento e situações de contato e de continente afetivo formando uma unicidade.

Rolando, então, criou algumas danças e exercícios a partir de gestos naturais do ser humano, com finalidades precisas, a fim de estimular a vitalidade, a criatividade, o erotismo, a comunicação afetiva entre as pessoas e o sentimento de pertença ao universo, à totalidade.

A pesquisa científica sobre respostas neurovegetativas demonstrou que determinados exercícios promoviam uma ação reguladora em nível visceral, dinamizando ou o sistema simpático-adrenérgico ou o parassimpático-colinérgico. Observou-se, também, que outros exercícios "estimulavam emoções específicas que produziam efeitos altamente significativos sobre a percepção de si mesmo e do próprio estilo de comunicação afetiva com as outras pessoas". (Toro, 2002: 10). A estruturação dessa concepção originou a Psicodança.

A partir de então, a Psicodança foi sendo difundida e, em 1970, Rolando foi convidado a criar a primeira disciplina de Psicodança na Pontifícia Universidade Católica do Chile, onde o mesmo ocupava a cátedra de Psicologia da Expressão no Departamento de Estética.

Nesse período, acompanhou-o na pesquisa, sua companheira Pilar Acuña, responsável por dar à Biodança um caráter poético.

Com o desenvolvimento de seus estudos sobre Psicodança, Rolando Toro se deu conta de que sua estrutura poderia encontrar seus fundamentos nas ciências que tratam da vida e chegou à conclusão de que a essência do desenvolvimento humano não está nos aspectos psicológicos, e sim, nos biológicos. Havia, também, o fato de que o termo Psicodança já era utilizada no Psicodrama, por Jaccob Moreno, seu criador, em 1913, enquanto um de seus instrumentos.

Em 1971, já em Buenos Aires, onde passou a residir, Rolando Toro aprofundou ainda meus seus trabalhos com a dança, formalizando, então, o modelo operatório constituído de dois eixos .

Em 1976, a Biodança chega ao Brasil - em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. Nessa época, Rolando Toro incorporou ao modelo teórico linhas de vivência (movimento ascendente espiralado) e apresentou os primeiros conceitos de teoria da vivência e protovivências.

No Brasil, em meados da década de 70, em meio a um clima de libertação de toda repressão sexual e de expressão vivenciada em anos anteriores, a Biodança ganhou força por se apresentar como uma abordagem calma, sem produção de estresse emocional, com comunicação leve, aberta e direta, trabalhando com grupos de pessoas e utilizando a música e o movimento para a expressividade do prazer (de vida, sexual, criativo, afetivo e religioso) das pessoas, ao contrário das psicoterapias.

Em 1978/79, resultando de vivências, reflexões e discussões sobre a Psicodança, entre Rolando Toro, Cecília Luzzi - sua companheira nesta época que o ajudou a conduzir aperfeiçoamentos técnicos sutis e que desenvolveu sua aplicação em crianças - e, também, com contribuições de colaboradores mais chegados, a palavra Psicodança foi substituído por Biodança. Oficialmente, esta mudança aconteceu em março de 1979 no II Encontro de Biodança e III Assembléia Latino-Americana de Biodança, realizado em Belo Horizonte.

Esta mudança aconteceu essencialmente pela concepção diferente da Biodança sobre o ser humano, a sociedade e a vida, que parte do entendimento de que a vida é o princípio de tudo que existe. Foi uma questão mesmo de paradigma. A Biodança essencialmente rompe com a visão antropocêntrica e desintegrativa de mundo desenvolvendo uma compreensão de mundo biocêntrica: a vida não existe em função do ser humano, mas, o ser humano existe porque nele há a vida. A Biodança, segundo Rolando Toro é uma conjunção de arte, ciência e amor, conforme expressou em 1979:

"A base conceitual da Biodança provém de uma meditação sobre a vida, ou talvez do desespero, do desejo de renascer de nossos gestos despedaçados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão, Poderíamos dizer com certeza: da nostalgia do amor. Mais que uma ciência é uma poética do encontro humano, uma nova sensibilidade frente à existência."
A segunda metade da década de 70 e início dos anos 80, ainda fortemente marcada pela ditadura militar no Brasil, foi palco da perseguição à Biodança e a seu criador, Rolando Toro. Os Conselhos de Psicologia, principalmente da Regional Nordeste, no período de 1979 a 1984, questionaram e perseguiram a Biodança e Rolando Toro porque à época se divulgava que ele era psicólogo.

Roberto Crema, convocado por duas vezes ao CFP - Conselho Federal de Psicologia do Brasil, conseguiu esclarecer a diferença entre Psicologia e Biodança, usando argumentos sobre o Código e da Lei de Regulamentação do profissional de psicologia. À luz da lei, a Biodança jamais poderia ser confundida com a Psicologia.

Mas a luta por mercado e a disputa de poder levaram o CFP a denunciar Rolando Toro com base no Estatuto do Estrangeiro, criado pela ditadura, com a finalidade de expulsar os padres estrangeiros ligados à Teologia da Libertação por ir de encontro aos interesses da elite capitalista e do governo militar da época. Rolando foi então detido em 1982, por quatro horas, sendo solto por encontrar-se com o passaporte validado.
Em sua proposta, a Biodança radicalmente contesta toda e qualquer repressão sexual, levando os "moralistas" e "guardiões da moral" a tentarem de toda forma abortá-la. Alguns outros ainda contribuíram para estabelecer confusão quanto aos propósitos da Biodança, realizando "festinhas" como sendo sessão de Biodança - Biodança do oba-oba.

A Biodança no Brasil foi muito perseguida durante o final da década de 70 e início dos anos 80. Uma grande parte de seus facilitadores eram psicólogos e muitos sofreram ameaças dos conselhos de psicologia estaduais e do federal, inclusive de perda de diploma. Em meio a esse cenário, muitos a deixaram, chegando a quase esvaziá-la. Ainda assim, três encontros nacionais foram realizados com palestras de Rolando Toro, quando também facilitou sessões de biodança para alunos - um em São Paulo, outro em Belo Horizonte e o terceiro em Brasília.

Dado à conclusão que alguns chegaram sobre sua potência, em abril de 1980 foi definida uma estratégia inicial para a Biodança no Brasil. Hoje já existe uma estratégia mundial dado seu alcance em outros países.

Foi naquele ano que várias pessoas integraram-se à Biodança e que com ela até hoje trabalham. Dentre elas destaca-se o importante trabalho desenvolvido por Cezar Wagner, Ruth Cavalcante e de alguns didatas e facilitadores, para a sistematização e difusão da Biodança no Brasil. Ressalte-se também a forte orientação social da Biodança no Ceará devido aos ideais da Ruth, do Cezar e de outros ativistas sociais. Importante também, tem sido as atividades que vem sendo desenvolvidas por Ruth Cavalcante, uma das responsáveis pela elaboração da teoria da Educação Biocêntrica (surgiu no bojo da Biodança, a partir da visão biocêntrica de mundo, e que encontra-se em desenvolvimento) e sua difusão, inclusive por meio da academia, pós-graduando vários especialistas oriundos de quatro turmas.

Em maio de 1980 Rolando Toro, até então residente em São Paulo, de onde chegou a ir para Brasília, mas, depois retornando a São Paulo, veio para Fortaleza para desenvolver o movimento da Biodança, trazendo a Biodança ao Ceará. àquela época, alunos de Psicologia organizaram uma turma para um curso de Biodança ministrado por Rolando. Rolando, então, residiu em Fortaleza por quatro meses, tempo que realizou diversas viagens a João Pessoa, Natal, Recife, São Luiz, Salvador e Teresina, sempre acompanhado de um advogado para defendê-lo dos ataques dos conselhos de psicologia.

Em 26/05/1980, em Fortaleza, foi realizada reunião para elaboração de toda uma estratégia para o desenvolvimento da Biodança em diversas partes do Brasil, marcando o início da segunda fase da história da Biodança. Sua consolidação de fato foi viabilizada por sua proposta séria, conseqüente, profunda e organizada.

O início de sua implantação deu-se por ocasião de uma maratona de Biodança realizada por Cezar Wagner em dezembro de 1980, na cidade de Recife/PE, que marcou o início do Grupo Pernambucano de Biodança.

O primeiro e importante evento desta fase aconteceu por ocasião do Congresso de Biodança, realizado de 28/01 a 02/02/1981 em Fortaleza, sendo este, na verdade, além de IV Encontro Nacional de Biodança, também, I Congresso Nacional e I Congresso Latino-Americano de Biodança.

Nesse Congresso foram tratados diversos assuntos como: reavaliação das ações de Biodança; criação de grupos e/ou associações; programação dos encontros nordestinos; desenvolvimento sistemático da ação social; formação de facilitadores (carências, possibilidades e viabilidade que resultou na criação no ano seguinte da Escola Nordestina de Biodança). Todos os assuntos estavam relacionados à construção do movimento, à participação das pessoas, à organização, à profundidade, à preocupação científica e social, sendo tudo discutido e resolvido em grupo.

A ALAB enquanto entidade representativa, se impôs a partir de 1981, sendo sua gestão até 1985 conduzida por Rolando Toro como Presidente e por Cézar Wagner, Vice-Presidente, tendo exercido ações essenciais para a Biodança em toda a América Latina alcançar o grau de maturidade que hoje detém. Ressalte-se os períodos de 1989 a 1990, que contou com Maria Lúcia Pessoa na Presidência e com Ruth Cavalcante na Vice-Presidência responsáveis pela articulação necessária para estruturação, organização e criação das escolas de biodança e, de 1991 a 1995, com Cezar Wagner na Presidência.

Essas duas gestões resultaram na integração e expansão da Biodança com a realização de diversos eventos, publicações, sistematização da Teoria da Biodança nos Tomos de Biodança e na publicação dos Catálogos de músicas e exercícios, que levaram à unificação do programa de formação de todas as escolas de biodança.

Nesse esforço de fortalecimento e difusão da Biodança, em março de 1981, foi realizada uma aula aberta sobre Biodança, num encontro de psicoterapia, ocorrido em Recife, e para um grupo de psicólogos de João Pessoa.

Em 1982 Rolando Toro estruturou o modelo operatório e o modelos das vivências em um único modelo teórico.

Também em 1982, foi realizada em Fortaleza, uma mesa redonda sobre os diversos aspectos da Biodança da qual participaram um antropólogo, um advogado, em educador, uma psicóloga e um representante do Conselho Estadual de Psicologia, o qual acabou não tendo mais argumentações de rebate às colocações feitas sobre a Biodança.

Em 19 de outubro de 1982, foi criada, por Rolando Toro e Cezar Wagner, a primeira escola de biodança, a Escola Nordestina de Biodança - ENEB, com sede em Fortaleza. A escolha de Fortaleza deveu-se à sua eqüidistância de todas as capitais nordestinas e, também, por estarem ali, à época, polarizadas as ações de Biodança no Nordeste e de parte do Brasil.

A ENEB resultou do esforço de muitas outras pessoas engajadas no movimento: Índio (de Recife), Ruth Cavalcante, Lia Albuquerque, Sanclair, Rosário, Terezinha Façanha, dentre tantas outras. A escola congregava todos os grupos de biodança do Nordeste. De sua primeira turma formaram-se: Ruth Cavalcante (CE), Terezinha Façanha (CE), Zulmira Bonfim (CE), Gorete (PE), Orlando Rocha (PE), Mira (PE), Tereza (PE), Cláudio (PE), Sanclair (MA) e Nádia (MA).

A Escola funcionava em forma de maratonas, realizadas a cada 45 dias, com a participação de Rolando Toro e de Cezar Wagner e congregou alunos oriundos de todos os estados do Nordeste do Brasil. Sua meta sempre foi sintetizar e consolidar a Biodança no Nordeste, transferir teoria e prática de Biodança a pessoas interessadas, tornar possível a profissionalização do facilitador de Biodança e promover a supervisão aos facilitadores licenciados de Biodança.

O modelo da Escola Nordestina para construção, organização, aprofundamento e expansão da Biodança é adotado até hoje em toda a América Latina.

Rolando Toro, por ocasião da inauguração da ENEB, em carta aos alunos da Escola assim expressou seu sentimento:
"Desde acá, después de esos días de creación y amor, mis recuerdos permanecen encendidos y mis pensamientos se dirigen hacia uds. como hilos tendidos sobre una dulce eternidad.

Quiero comunicarles mi alegría por el trabajo realizado en conjunto. Estamos creando nuevas formas de civilización, donde se restablezca el respecto por la vida, por todo lo que está ahí ofreciéndose para nosotros, los alimentos, la floresta, el mar, los amores. Aprender a percibir eso sin esfuerzo nem ansiedad. Entender que el paraíso es una forma de relación con nuestro cuerpo y com la gente.

Es verdad que estamos cautivos por un sistema de dominación creado por mentes enfermas. Dentro de ese caos de opresión y muerte, luchamos por establecer las realidades básicas de la vida: el nascimiento, la alegría, la convivencia, al Arte, todo aquello que constituye el pulsante sueño mundial de vida. Cada uno de ustedes, al hacerse presente a nuestro llamamiento, pudo conectar con lo inmediato que ofrece la existencia. Al hacerse presentes, brindaron a cada uno de los otros lo mejor de Uds. mismos.

Esta carta no podrá nunca expresar todo el amor que recebí y la confianza que Uds. delegaron en mí, en mi amigo Cezar y en todos los que contribuyeron en la génesis de la Escuela Nordestina de Biodanza. En esa Escuela se realizará la unión del corazón iluminado a la conciencia.

Receban todo mi amor"

Rolando Toro

A partir de 1983, definiu-se as bases e interrelações do modelo operatório da Biodança, passando a extrapolar os limites do grupo regular de Biodança para o estudo de experiências interiores, resultante de estudos desenvolvidos por Rolando Toro sobre vivências do medo e da coragem de enfrentá-lo, por meio de exercícios específicos de auto-expressão. A este trabalho Toro denominou de Projeto Minotauro.

Em 1984, a filha de Rolando Toro, Verônica Toro e seu marido, Raúl Terrén, levaram, pela primeira vez, a Biodança à Europa, na França.

Em 1986, a dificuldade de Cézar Wagner de oferecer supervisão a todos os facilitadores licenciados no Nordeste, por conta da extensão da região, a Escola Nordestina de Biodança considerou ser necessário desmembrar-se em três, que assim ficou: Escola de Biodança da Bahia, Escola de Biodança de Pernambuco e Escola de Biodança do Ceará.

Em 1989, a convite dos amigos Giovanni Salvatti e Emmi Mozzetti-Monterumici para realizar um programa de difusão do sistema Biodança, Rolando Toro decidiu ir morar na Itália para implantar a Biodança na Europa. Em Paris e em Marselha contou com a colaboração de Ana Leila, também formada na Escola de Biodança em Fortaleza.

Em 1990 há algumas modificações no modelo teórico, entre elas o deslocamento da identidade que sai do eixo horizontal passando a permear todo o modelo.

A sistematização da teoria da Biodança originou-se na época da Escola Nordestina, resultante de um perseverante e paciente trabalho realizado por Cézar Wagner, iniciado com o recolhimento de inúmeros textos escritos por Rolando Toro que encontravam-se espalhados por toda a América Latina nas mãos de diversas pessoas. Foi um ano de intenso e difícil trabalho. Seu trabalho de sistematização desse material reunido resultou em quinze volumes que constituíram a Teoria da Biodança.

Como material pedagógico para as escolas de biodança foram elaborados Catálogos de Biodança a partir desses volumes e da experiência de alguns facilitadores.

Nosso país, o Brasil, é considerado o berço de desenvolvimento da Biodança por ter sido aqui o lugar em que foi amplamente aceita, reconhecida, organizada, expandida e onde sua teoria foi desenvolvida, elaborada e sistematizada.

Em dezembro de 1991 Rolando Toro retornou ao Chile para realizar uma grande maratona de Biodança, marcando o início de sua estruturação naquele país.

Com o tema Biodança, 27 anos depois, realizou-se em Fortaleza, o II Congresso Internacional de Biodança.

Em 1994 foi criada a Escola de Biodança do Piauí.

Também em 1994, o modelo teórico da Biodança é mais uma vez modificado em consonância com os estudos desenvolvidos de que há um continuum do transe entre a consciência intensificada de si mesmo e a regressão à origem (fusão com o cosmo) que, no modelo de 1990, estava representado pela consciência diminuída de si mesmo.

A Biodança vem ganhando espaço, inclusive internacionalmente, por uma estratégia mundial, num esforço de estruturação e organização. É encontrada em toda a América Latina, Europa e África.

Na Europa foram criados grupos de Biodança na Suíça com trabalhos realizados por Gorettie e Allan que tiveram sua formação na Escola Nordestina de Biodança. Mais tarde, consolidou-se a Escola de Formação na Suíça que, posteriormente, foi assumida por Nadia Robin.

Atualmente Rolando Toro era o Presidente da International Biocentric Foundation, com sede na Inglaterra, fundada por ele.

Em 1997, Rolando Toro voltou a residir no Chile. Hoje coordena as atividades do movimento Biodança em todo o mundo. Criou a Escuela Modelo de Biodanza e diversos cursos, entre os quais "Curso de Actualización y Formación de Didactas de Biodanza".

No ano de 2000, é publicada a edição italiana Biodanza e a portuguesa, no Brasil, em 2002.

O primeiro livro publicado por Rolando Toro foi Projeto Minotauro organizado por Eliane Matuk. Atualmente, Claudete Sant'Anna, juntamente com Rolando, cuidavam da administração e da coordenação das atividades da Biodança em todo mundo.

A visão biocêntrica de mundo resultou na elaboração do princípio biocêntrico, seu paradigma de sustentação. Essa nova compreensão de mundo vem promovendo mudanças culturais e metodológicas em várias dimensões de atuação do ser humano, influindo no mundo organizacional das empresas - melhorando qualitativamente seus processos relacionais humanos e da própria organização; na pedagogia - que originou a Educação Biocêntrica; nas atividades ligadas à saúde; e, principalmente, na atuação de cada pessoa que dela tenha conhecimento e nela se lance, tornando-se referência para possibilidades de mudanças de comportamento mais saudáveis.

O futuro da Biodança é incerto, como todo trabalho futuro pos-morten de seu criador, em geral, se torna uma incógnita, principalmente quando há questões de herança de direitos autorais envolvidos, muitas vezes envolvendo pessoas não comprometidas com seriedade na sua continuidade, com as bases teóricas que lhe sustentaram em algumas escolas no mundo até hoje. Saliento que essa base teórica foi de crucial importância para o desenvolvimento da Biodança e foi o que a levou ao patamar atual de seriedade e de reconhecimento onde assim se dirige. Infelizmente, há hoje duas formas de se fazer Biodança: a do "oba-oba" e a com bases científicas comprometida com a estruturação das sessões de modo que promova um melhor resultado para o desenvolvimento e integração da pessoa no mundo.

Polêmicas à parte, sou profundamente grata a Rolando Toro por sua genial criação que busca promover mudanças e melhorias profundas nas pessoas de forma integrativa com a vida e com tudo que existe. O estudo da Biodança e a sua vivência na Escola de Biodança e nos grupos promoveram em mim maravilhas.

Que sua dança de vida continue florescendo!






12 de jan. de 2010

Eurovision 2009 - The winner

Amei!





Fairytale
Alexander Rybak
Composição: Alexander Rybak

Years ago, when I was younger,
I kinda liked a girl I knew.
She was mine, and we were sweethearts
That was then, but then it's true

I'm in love with a fairytale,
even know it hurts
‘Cause I don't care if I lose my mind
I'm already cursed.

Every day we started fighting,
every night we fell in love
No one else could make me sadder,
but no one else could lift me high above

I don't know what I was doing,
when suddenly, we fell apart
Nowadays, I cannot find her
But when I do, we'll get a brand new start

I'm in love with a fairytale,
even though it hurts
‘Cause I don't care if I lose my mind
I'm already cursed

She's a fairytale
Yeah…
Even know it hurts
But I don't care if I lose my mind
I'm already cursed

5 de dez. de 2009

DOIDA OU SANTA


DOIDA OU SANTA?
 
“Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa”.
 
São versos de Adélia Prado, retirados do poema A Serenata. Narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber  um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra:  “De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?”
 
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher  buscar  uma  definição exata para si mesma, estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões,  e  tendo  ainda  mais  estrada  pela frente?  Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir  se abster de emoções fortes e  apaziguar  seu  coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
 
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa.. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe??? Nem ela, caríssimos, nem ela.
 
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu  tanto  azar  em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores  que  passou  a  se  contentar  com  dias  medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
 
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).
 
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar 'the big one', aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar  uma vida, não é mesmo? Mas, além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca,  pensaremos  em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado  pelo  Johnny  Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
 
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
 
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a  idade  que   tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseja mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.'
 
                                    Martha Medeiros

29 de out. de 2009

AMOR POR ANIMAIS

A história desses dois rapazes londrinos com um leão me emocionaram profundamente. Deixando de lado as críticas do que é certo, do que é errado, o filme mostra do que o amor é capaz...




E aqui está um resumo do começo dessa história de amor entre dois rapazes e um leão.

2 de out. de 2009

EARTH SONG

Mais um clamor pela natureza, pela vida, por um ruir da ganância depredadora do ser humano... profundamente sensível e apelador. Mas....o ser humano se esquiva de sua total responsabilidade sobre a continuidade da vida nesse planeta, no qual deveríamos co-habitar harmonicamente e pacificamente com todos os seres vivos. As imagens e o apelo desta música me comovem imensamente.


CANÇÃO DA TERRA

Tradução: Leandro Rogério Dias e Felipe César Silgueiro

O que aconteceu com o nascer do sol?
E com a chuva?
O que aconteceu com tudo
Que você disse que iríamos ganhar?
E os campos de extermínio?
Vamos ter um descanso?
E o que aconteceu com tudo
Que você disse que era meu e seu?
Você já parou para pensar
Sobre todo o sangue derramado?
Já parou pra pensar
Que a Terra, os mares estão chorando?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Oooooooooh Oooooooooh

O que fizemos com o mundo?
Olhe o que fizemos
E a paz
Que você prometeu a seu único filho?
O que aconteceu com os campos floridos?
Vamos ter um descanso?
O que aconteceu com todos os sonhos
Que você disse serem seus e meus?
Você já parou para pensar
Sobre todas as crianças mortas com a guerra?
Você já parou para pensar
Que a Terra, os mares estão chorando?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Oooooooooh Oooooooooh

Eu costumava sonhar
Costumava viajar além das estrelas
Agora já não sei onde estamos
Embora saiba que fomos muitos longe

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Oooooooooh Oooooooooh

O que vai virar do passado?
(E de nós?)
E os mares?
(E de nós?)
O céu está caindo
(E de nós?)
Não consigo nem respirar
(E de nós?)
E a terra sangrando?
(E de nós?)
Não conseguimos sentir as feridas?
(E de nós?)
E o valor da natureza?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Oooooooooh Oooooooooh

É o vento do nosso planeta
(E de nós?)
E os animais?
(E de nós?)
Fizemos de reinados, poeira
(E de nós?)
E os elefantes?
(E de nós?)
Perdemos a confiança deles?
(E de nós?)
E as baleias chorando?
(E de nós?)
Estamos destruindo os mares
(E de nós?)
E as florestas?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Oooooooooh Oooooooooh

Queimadas, apesar dos apelos
(E de nós?)
E a terra prometida?
(E de nós?)
Rasgada ao meio pelos dogmas
(E de nós?)
E o homem comum?
(E de nós?)
Não podemos libertá-lo?
(E de nós?)
E as crianças chorando?
(E de nós?)
Não consegue ouvi-las chorar?
(E de nós?)
O que fizemos de errado?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Oooooooooh Oooooooooh

Alguém me fale o porquê
(E de nós?)
E os bebês?
(E de nós?)
E os dias?
(E de nós?)
E toda a alegria?
(E de nós?)
E o homem?
(E de nós?)
O homem chorando?
(E de nós?)
E Abraão?
(E de nós?)
E a morte de novo?

Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Oooooooooh Oooooooooh

A gente se importa?

21 de set. de 2009

GUAN YIN DAS MIL MÃOS

Simplesmente lindo demais!
Envolvente, belo, sensível, profundo!
Recebi por e-mail e não sei quanto à veracidade da informação sobre esta apresentação:
"Esta é uma impressionante dança chamada de "guan yin das mil mãos" que, está fazendo o maior sucesso em vários países. Considerando a exigência de coordenação absoluta. Eles se valem de sinais feitos pelos treinadores nos quatro cantos do palco. Sua primeira apresentação foi em Atenas, na cerimônia de encerramento das paraolimpíadas de 2004. Vejam que extraordinário desempenho!"

9 de set. de 2009

Postcrossing

Cartões postais que recebi em agosto...pelo Postcrossing.
Quem quiser se associar...é de graça...e vai adorar!
www.postcrossing.com



Zürich (Suíça)
Rathaus, Rüden und Grossmünster bei Nacht


West Wirginia - USA
Lake Stephens


Atlanta - Georgia - USA
Centennial Park
(was the gathering place for the 1996 Olympic Games)

Maine - USA
West quoddy light overlooking the Bay of Fundy
from the easternmost point in the United States

Toronto - Ontario - Canada
Top left: Casa Loma
Top right: City Hall
Bottom: The Toronto skyline

23 de ago. de 2009

RECEBI MEU PRIMEIRO CARTÃO POSTAL!

Fiquei super feliz quando recebi meu primeiro cartão postal desde quando me inscrevi no Postcrossing. É uma bela fotografia de uma igreja da Letônia. Este país também fica aqui no Mar Báltico entre a Estônia, Lituânia, Rússia e Bela Rússia.

A idéia do site do Postcrossing é genial! Que gostar de colecionar cartões postais do mundo todo é só inscever-se. Gratuito!

Não sei o que está havendo com o Blogger que não consigo fazer upload de minhas imagens desde ontem! Que chato!

21 de ago. de 2009

OPÇÃO PELA SIMPLICIDADE

Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.
Acham que têm compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.
Entretanto, inúmeras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.
Viver com simplicidade é uma opção que se faz.

Muitas das coisas consideradas imprescindíveis à vida, na realidade, são supérfluas.
A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.
Angustiadas por múltiplos compromissos, não refletem sobre sua realidade íntima.
Olveidam do que gostam, não pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vãs.
De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si próprio?
Se a criatura não tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.

Ninguém necessita trocar de carro constantemente, ter incontáveis sapatos, sair todo final de semana.
É possível reduzir a própria agitação, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.
O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.
A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções.

Ela experiencia a alegria de ser, apenas.
Não se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a própria infância.
Mas uma infância como virtude, não como estágio da vida.
Uma infância que não se angustia com as dúvidas de quem ainda tem tudo por fazer e conhecer.

A simplicidade não ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.
Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de mãos dadas, tomar sorvete... Tudo isso compõe a simplicidade do existir.
Não é necessário ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.
Mas é difícil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.
Não há nada de errado com o dinheiro ou o sucesso.
É bom e importante trabalhar, estudar e aperfeiçoar-se.
Progredir sempre é uma necessidade humana.
Mas isso não implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.
Se o preço do sucesso for ausência de paz, talvez ele não valha a pena.

As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.
Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam.
As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito são alguns deles.
Preste atenção em como você gasta seu tempo.
Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas não são apenas um peso desnecessário em sua existência.
Experimente desapegar-se dos excessos.
Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.
Pense nisso.

20 de ago. de 2009

PESQUISANDO BOBAGENS

A maior palavra do mundo está na língua sueca e tem 130 letras? Ela é
nordöstersjökustartilleriflygspaningssimulatoranläggningsmaterielunderhållsuppföljningssystem-diskussionsinläggsförberedelse

e quer dizer:

"trabalho preparatório sobre a contribuição à discussão da manutenção do sistema de apoio material ao mecanismo de pesquisa da aviação na parte nordeste da artilharia no litoral do Báltico".

Óbvio!!! Hahahahah

25 de jul. de 2009

TROCA DE CARTÕES POSTAIS PELO MUNDO

Adorei a idéia do Postcrossing. Genial!

Já me inscrevi, comprei os cinco postais e segunda-feira vou enviá-los pelo correio.

Para quem gosta de cartões postais o Postcrossing é uma boa saída. Funciona assim: Você se inscreve gratuitamente no site que gera uma página com informações a seu respeito, que tipos de cartão você gostaria de receber, seu estilo, gostos, etc. Então você clica em enviar cartão e o site aleatoriamente escolhe entre os integrantes do site para quem você deve enviar com endereço completo. Nesse momento, o site informa um código, o qual você deve escrever no postal, com alguma informação sobre o mesmo e o envia pelo correio. Quando a pessoa receber o cartão, ela entra no site e informa o código que vc havia escrito, daí, então, o site libera o seu nome para entrar na lista de pessoas para receberem cartões. O site somente permite que você envie 5 cartões de cada vez no máximo.

O site é muito bem organizado e elaborado. Gera listas de pessoas para quem você enviou e de quem você recebeu com quantidades, países (com mapa), e muito mais. Gera estatísticas também. Perfeito!

Se você se interessou, então informe-se mais no site: www.postcrossing.com

Não há muita oferta de cartões postais como antigamente. Encontrei em pontos turísticos e uns poucos em bancas de revistas. Espero receber muitos e belos cartões de todas as partes do mundo e, assim, começar uma coleção. E tudo em papel e pelo correio humano. Massa!

Agradeço ao Diom pela dica:

Olá, Irene!
Obrigado pelo comentário em meu blog. Não sei se você chegou a ler o post sobre o Postcrossing. Lá explico como funciona o site de troca de postais: http://sagradoxprofano.blogspot.com/2008/09/postcrossing.html

Você só precisa acessar www.postcrossing.com, fazer seu cadastro e depois solicitar endereços para enviar postais. Cada postal que você solicitar, você receberá um endereço e um código que identifica o postal e que você deve escrever nele. Quando a pessoa o receber, ela vai registrar o postal no site através desse código. Sempre que alguém receber e registrar um postal seu, o site liberará seu endereço para alguém. Assim, para cada postal enviado, você receberá algum postal.

Espero que goste do site e que se dê bem na Finlândia! Sucesso!!

12 de Julho de 2009 17:48

22 de jul. de 2009

O TEMPO - MÁRIO QUINTANA

Diretamente do blog de uma amiga...amei!

O TEMPO....

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais."

Mário Quintana



Um pouco sobre Mário Quintana:

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em Alegrete/RS, em 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de maio de 1994.

Obra poética
  • A Rua dos Cataventos - Porto Alegre, Editora do Globo, 1940
  • Canções - Porto Alegre, Editora do Globo, 1946
  • Sapato florido - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
  • O aprendiz de feiticeiro - Porto Alegre, Editora Fronteira, 1950
  • Espelho mágico - Porto Alegre, Editora do Globo, 1951
  • Inéditos e esparsos - Alegrete, Cadernos do Extremo Sul, 1953
  • Poesias - Porto Alegre, Editora do Globo, 1962
  • Caderno H - Porto Alegre, Editora do Globo, 1973
  • Apontamentos de história sobrenatural - Porto Alegre, Editora do Globo / Instituto Estadual do Livro, 1976
  • Quintanares- Porto Alegre, Editora do Globo, 1976
  • A vaca e o hipogrifo - Porto Alegre, Garatuja, 1977
  • Esconderijos do Tempo - Porto Alegre, L&PM, 1980
  • Baú de espantos - Porto Alegre - Editora do Globo, 1986
  • Preparativos de viagem - Rio de Janeiro - Editora Globo, 1987
  • Da preguiça como método de trabalho - Rio de Janeiro, Editora Globo, 1987
  • Porta giratória - São Paulo, Editora Globo, 1988
  • A cor do invisível - São Paulo, Editora Globo, 1989
  • Velório sem defunto - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1990
  • Água - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 2001
Livros infantis
  • O batalhão das letras - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
  • Pé de pilão - Petrópolis, Editora Vozes, 1968
  • Lili inventa o mundo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1983
  • Nariz de vidro - São Paulo, Editora Moderna, 1984
  • O sapo amarelo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1984
  • Sapato furado - São Paulo, FTD Editora, 1994
Antologias
  • Antologia poética - Rio de Janeiro, Ed. do Autor, 1966
  • Prosa & verso - Porto Alegre, Editora do Globo, 1978
  • Chew me up Slowly (Caderno H) - Porto Alegre, Editora do Globo / Riocell, 1978
  • Na volta da esquina - Porto Alegre, L&PM, 1979
  • Objetos perdidos y otros poemas - Buenos Aires, Calicanto, 1979
  • Nova antologia poética - Rio de Janeiro, Codecri, 1981
  • Literatura comentada - Editora Abril, Seleção e Organização Regina Zilberman, 1982
  • Os melhores poemas de Mário Quintana (seleção e introdução de Fausto Cunha) - São Paulo, Editora Global, 1983
  • Primavera cruza o rio - Porto Alegre, Editora do Globo, 1985
  • 80 anos de poesia - São Paulo, Editora Globo, 1986
  • Trinta poemas - Porto Alegre, Coordenação do Livro e Literatura da SMC, 1990
  • Ora bolas - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1994
  • Antologia poética - Porto Alegre, L&PM, 1997
  • Mario Quintana, poesia completa - Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2005
Traduções
  • Dentre os diversos livros que traduziu para a Livraria do Globo (Porto Alegre) estão alguns volumes do Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust (talvez seu trabalho de tradução mais reconhecido até hoje), Honoré de Balzac, Voltaire, Virginia Woolf, Graham Greene, Giovanni Papini e Charles Morgan. Além disso, estima-se que Quintana tenha traduzido um sem-número de histórias românticas e contos policiais, sem receber créditos por isso - uma prática comum à época em que atuou na Globo, de 1934 a 1955.

FONTES:
http://fatimadio.blogspot.com/2009/06/o-tempo.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Quintana

14 de jul. de 2009

Architecture In Helsinki

Apesar do nome fazer referência a Helsinki, Architecture in Helsinki é uma banda indie australiana formada no subúrbio de Northcote em Melbourne. O grupo é composto por Cameron Bird, Gus Franklin, Jamie Mildren, Sam Perry, e Kellie Sutherland.

A maior parte dos membros da banda é multi-instrumentista, e fazem sua música lançando mão de uma ampla gama de instrumentos. Usam desde os mais tradicionais, como guitarras, baixo e bateria até os mais eletrônicos, como sintetizadores, samplers, glockenspiel, sem abrir mão das batidas de palma. Usam ainda muitos instrumentos de sopro, como trompete, tuba, trombone, clarineta e flauta doce. Seu estilo é bastante eclético, freqüentemente flertando com estilos caribenhos.

Gostei do ritmo, do conjunto e do clipe:



FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Architecture_in_Helsinki